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O nível de atividade da construção civil registrou alta pelo quarto mês consecutivo, o que confirma a tendência de recuperação no setor

Publicado em 06-01-2021

Embora a crise do coronavírus tenha devastado a economia, a construção civil segue aquecida e empresas prometem um ano cheio de lançamentos e receita abundante

Embora a pandemia tenha devastado a economia, um setor conseguiu atuar de forma extremamente resiliente, com retomada rápida e números surpreendentes. Na visão de executivos de construtoras e incorporadoras ouvidos pela EXAME, 2021 deve ser um dos melhores anos para a construção civil no Brasil, com avanço exponencial de lançamentos no mercado imobiliário e expansão da receita.

O nível de atividade da construção civil registrou alta pelo quarto mês consecutivo, o que confirma a tendência de recuperação no setor. Segundo pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) relativa a novembro, a utilização da capacidade operacional no setor atingiu 63% no período, o maior nível desde dezembro de 2014. A sondagem mostra ainda que a confiança dos empresários permanece em alta no setor.

Para Diego Villar, presidente da Moura Dubeux, a pandemia teve um viés positivo para a construção civil porque as pessoas acabaram fazendo uma reflexão sobre a forma como moram. “O que também contribuiu para o desempenho do setor, neste ano, foi a demanda reprimida. O mercado imobiliário ficou muitos anos sem lançamentos.”

Segundo o executivo, 2021 será um dos melhores anos para o mercado imobiliário. “O governo federal deve retomar o caminho do equilíbrio fiscal, em um horizonte de estabilização do dólar e continuidade das discussões acerca de reformas, especialmente a tributária. A demanda ficará ainda mais aquecida”, acredita.

Selic

Com a taxa básica de juro (Selic) em mínima histórica, o ambiente é favorável para a compra de imóveis, principalmente na faixa de médio padrão. Para Rodrigo Resende, diretor de marketing e novos negócios da MRV, a Selic pode ter alguma correção no ano que vem, mas ainda de forma tímida.

“Acreditamos que a Selic continuará muito mais baixa do que no passado recente. O Brasil está entrando na tendência global de juros baixos.”

Como o financiamento tende a ficar mais atrativo, o setor deve colher frutos dessa política no ano que vem. “Independentemente da pandemia, a taxa de juro continua convidativa para o setor”, acrescenta Resende.

A construtora Engeform, que em 2020 somou 1 bilhão de reais somente em obras de saneamento, está se beneficiando do ambiente atual. “A taxa de juro baixa permite melhores condições para a empresa se alavancar e viabilizar negócios que antes não seriam possíveis com patamares mais altos”, afirma André Abucham, diretor-superintendente da empresa.

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